Talvez eu seja o piór de todos. Ou talvez apenas sejam todos melhores que eu.
Eu talvez não deva pensar o quanto eu devo ser melhor que cada coisa, mas o quanto eu posso ser melhor. Mas então me lembro que eu não posso porra nenhuma, que eu não fui feito pra marcar vida de ninguém, que eu nunca fui bom em fazer coisas legais, e que sempre que eu sou bom, têm alguém melhor que eu.
Há coisas que não se concertam. Há palavras ditas que não voltarão. Há coisas que nunca sairão da minha cabeça. Há coisas que talvez já estejam traçadas.
Talvez sejamos apenas atores encenando uma peça que já foi escrita, com um final certo. Talvez sejamos os escritores da peça. De ambas as formas, meu destino sempre parece claro, vai saber a razão.
Eu já me perguntei qual deve ser a razão da minha existência. Talvez seja falar um monte de merda pra meia-duzia de pessoas, fazer essas pessoas pensarem e amadurecerem um pouco. Legal, não?
Talvez não seja nem isso, tomar no cú essa porra de destino que me fez assim. Ou se sou eu quem traça meu destino, que eu me foda também.
Quem sou eu, afinal?
Pensei, achei uma definição muito boa.
Incógnito. (Derivação: por extensão de sentido): aquilo que se desconhece e se busca saber.
Talvez isso combine, talvez não. Eu já não sei mais como concertar, eu também não sei mais como ser melhor que o passado, não sei nem como tentar.
Parece que quando uma coisa explode, todo o resto explode junto, em uma reação em cadeia que vai acabar explodindo a minha cabeça.
O que eu queria e mais quero é fazer você sentir o melhor de cada época da sua vida em mim. Mas ao que parece, infelizmente, me sobrou o papel de te deixar marcada a piór época. Sinto muito. Muito mesmo!
Acredite ou não, te amo. Te amo!
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